PCDF desarticula grupo criminoso que aplicava golpe da falsa namorada usando ameaças de facção
- Categoria: Policial
- Publicação: 01/07/2026 11:29
Na manhã desta quarta-feira, 1º de julho de 2026, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 29ª Delegacia de Polícia (Riacho Fundo), deflagrou a Operação Tróia. A ação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa sediada em Pernambuco especializada em extorsões e golpes cibernéticos contra moradores do DF.
A investigação contou com o apoio operacional da Polícia Civil do Estado de Pernambuco (PCPE) para o cumprimento de mandados judiciais em Olinda, Tracunhaém, Paulista e dentro do Presídio de Igarassu.
Dinâmica do Golpe e Divisão de Tarefas
O inquérito foi instaurado após um morador do Riacho Fundo/DF relatar que havia sido vítima do "Golpe do Falso Integrante de Facção Criminosa". A estrutura da associação criminosa operava de forma dividida em três frentes:
Captação e Atração: Uma célula do grupo criava perfis falsos de mulheres em aplicativos de relacionamento e redes sociais. Após a troca inicial de mensagens com as vítimas, o contato era direcionado para a etapa de extorsão.
Extorsão de dentro do presídio: Detentos do Presídio de Igarassu/PE assumiam os canais de comunicação. Eles se passavam por líderes de facções criminosas e alegavam que a suposta mulher era casada com um membro do grupo. Sob graves ameaças de morte e violência, exigiam transferências bancárias das vítimas para "autorizar" o fim do contato sem represálias.
Lavagem de Dinheiro: O braço financeiro de fora do presídio contava com três pessoas identificadas como responsáveis por ceder contas bancárias e pulverizar os valores obtidos em uma rede de "contas laranjas", mascarando a origem lícita do dinheiro antes do saque final.
Apreensões e Próximos Passos
Durante as buscas nas residências e nas celas do presídio pernambucano, foram apreendidos celulares, computadores e mídias digitais. Todo o material será submetido à análise e perícia técnica pela Seção de Perícia de Informática (SPI) do Instituto de Criminalística da PCDF (IC/PCDF) para rastrear o fluxo financeiro, individualizar as condutas dos detidos e identificar outras vítimas do esquema.
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